Y todo continúa como está en República Dominicana - Elecciones Presidenciales 2012
No hace mucho que empecé a estudiar un poco más sobre Latinomérica.Si fueron casi 4 años dedicados al estudio del sistema español, últimamente mi motivación y curiosidad se ha volcado para esta región, y cuanto más leo, más me despierta interés.
Véase el caso de República Dominicana.
En este pasado domingo los dominicanos fueron a las urnas para elegir el sucesor de Leonel Fernández, actual presidente por el PLD (Partido de la Liberación Dominicana), impedido de concurrir a la reelección por fuerza de la Constitución, art. 124.
Aunque Fernández ya se haya beneficiado de una reelección por el cambio de ley aprobado durante el gobierno de Hipólito Mejía (2000-2004, por el partido de la oposición PRD - Partido de la Revolución Dominicana), el status quo sigue a través de Danilo Medina que logró 51,21% de los votos, superando el mismo Mejía , con 46,95% de los votos.
Con más de la mitad de los votos para Medina, no habrá segunda vuelta. Sin embargo, Mejía contesta el resultado, alegando que hubo fraude por parte de la Junta Electoral Central. Es de recordar que Mejía terminó su mandato bajo desconfianza con relación a su legado económico.
Bueno, desde 2008 la administración electoral dominicana despertó comentarios que mostraban la confianza en la institución para la organización de las elecciones, como también ha destacado la manutención de un buen ambiente democrático durante el pleito. En 2008 ocurrieron problemas lamentablemente comunes en esta región, como la compra de cédulas, el retraso en la apertura de urnas en algunos centros de votación, la actitud intimidatoria de ex militares alrededor de colegios electorales, la exhibición de imágenes alusivas a las candidaturas
. Sin embargo, el nivel de transparencia y de tranquilidad fueron los que se destacaron al final.
Ya este año ocurrieron eventos diferentes. Por la primera vez se ha permitido el voto de ciudadanos que están en el exterior (605 colegios electorales), donde se pudieron votar por siete diputados en la Cámara. Además, hay una valorización creciente de las funciones ejecutadas por la Junta Electoral Central, y principalmente en la utilización de escaneo y transmisión de datos de los resultados.
Ambos partidos afirman la existencia de compra de votos, y dicho hecho es confirmado por los observadores internacionales. Sin embargo, ellos destacan que fueron hechos aislados y que no tienen influencia sobre el resultado.
Pasando para el recuento de los votos, la Junta Electoral Central ha determinado la clausura de canal Telesistema (11), por la sospecha de emitir resultados no oficiales sobre las elecciones. Dicha operación fue ejecutada por el ejército, sin mayores incidentes. El presidente de la Junta, Roberto Cavada, ha hecho declaraciones públicas momentos antes de la operación, justificando a la sociedad la razón de la decisión.
No considerando mucho la forma (porque no me parece bien que haya fuerzas armadas en los procesos electorales), es de elogiar el avanzo tecnológico en la arena electoral del país, porque en mi opinión se trata de una manera más segura para garantizar la legitimidad del resultado. Además, el país está logrando un crecimiento económico satisfactorio, aunque el reparto de las riquezas todavía sigue muy desigual, lo que se espera que cambie.
Sin embargo, con relación a las finanzas de los partidos, todavía es algo a ser bastante mejorado, considerando que son un "secreto", aunque se sabe que mueve cantidades importante de recursos económicos. Aquí también reposa el peligro de la narcofinanciación de candidatos y partidos. La República Dominicana ya ha tenido problemas así y por más que se desarrolle en otras ramas de la democracia, no se puede tolerar la utilización de estos valores. Por lo tanto, enfatizamos aquí la importancia de la transparencia y de la publicidad como medios de legitimación de resultados electorales.
Pues... No hay comentarios a añadir, ya que el gobierno será los mismo...
Ah: gran dato.... la vicepresidenta es su esposa, quien goza de una popularidad envidiable...
Depois de virar o mundo, vi que a política é um talento de poucos, e a democracia verdadeira para privilegiados... "Para dar una vez en el clavo hay que dar cien en la herradura".
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martes, 22 de mayo de 2012
jueves, 1 de marzo de 2012
E como havíamos cogitado aqui.... 2º turno para Senegal
Como já era esperado, Abdoulaye Wade nao conseguiu sua vitória eleitoral no 1º turno. Terá que competir com o candidato da oposiçao, Macky Sall um 2º turno que nao estava nos seus planos.
Como já era esperado, Abdoulaye Wade nao conseguiu sua vitória eleitoral no 1º turno. Terá que competir com o candidato da oposiçao, Macky Sall um 2º turno que nao estava nos seus planos.
O atual presidente de Senegal recebeu o apoio de 34,82% dos votantes, seguido por 26,57% que apoiou à Sall, restando as seguintes posiçoes para o candidato da Alianza "Benno Sigil Senegaal" (BSS), Moustapha Niasse, con un 13,20% e Ousmane Tanor Dieng, líder do ex governante Partido Socialista e candidato da coalición "Benno Ak Tanor", votado por 11,30% dos eleitores. A nao concentraçao da oposiçao em um só candidato acabou por dispersar votos, nao só em desfavor à propria oposiçao, mas também ao presidente que busca a reeleiçao.
Agora é esperar como sera o "clima" para março, já que até o dia 18 (provável data para acontecer a votaçao), ainda há muitos dias. O que se deseja é que nao haja protestos que possam desencadear a violencia.
lunes, 27 de febrero de 2012
Sobre as eleiçoes de Senegal
Esta semana aconteceram as eleiçoes no Senegal, país que foi classificado recentemente por ser um dos mais democráticos de África. É um país consideravelmente estável no continente, e isso contrasta com as eleçoes de 2012, ainda em andamento
Ainda que o atual presidente Abdoulaye Wade (exatos 85 anos) tenha declarado que nao se apresentaria às eleiçoes de este ano, sua posiçao nao se manteve. Acabou por buscar a autorizaçao da Corte Constitucional para apresentar-se, sob o pretexto de que o primeiro mandato havia sido antes da promulgaçao da Constituiçao vigente (em 2001). Além disso, nao faltaram argumentos de caráter popular, como a suposta "sede por uma continuidade democrática" por parte do povo. Esta interpretaçao prevaleceu ante a Corte, despertando protestos violentos pelo país.
Senegal conta com sufrágio universal, e nao tem histórico de golpes de Estado. Mas o clima agora nao sugere um consenso, e acaba por gerar um conflito entre a eterna tentaçao de permanência no poder, frente a um aumento significativo de conscientizaçao do povo sobre a questao. Está claro que Wade tinha uma forte confiança na sua eleiçao já no primeiro turno, ainda mais acompanhando as pesquisas, que demonstravam o seu favoritismo, juntamente com a desarticulaçao da oposiçao, nitidamente dividida.
Wade confiou muito nas benfeitorias que fez pelo país, mas para parte da populaçao a vida se tornou mais difícil na última década. Este fato somado com a opressao sofrida pelos protestantes, e a dura postura do presidente em manter a sua candidatura causou um efeito colateral nao esperado: as pesquisas feitas no dia de hoje apontam um inevitável segundo turno, e por mais que a equipe de Wade negue, muitos observadores internacionais dao este resultado por concretizado.
Senegal tem orgulho de ostentar a bandeira da democracia em África, e também de nao ter sérios conflitos entre sua maioria musulmana e outras religioes. Este orgulho está ressaltado nessas eleçoes com a forte presença da populaçao nas urnas e o clima tranquilo que transcorre a votaçao, se comparado à última semana. Inclusive a propria oposiçao já planeja uma coalisao para "frear" a Wade.
Obviamente que este resultado ainda pode ser mudado rapidamente. Entretanto, me chama a atençao esta postura dos eleitores senegaleses. O art. 27 é bastante claro ao estabelecer uma única renovaçao do mandato presidencial, e a interpretaçao sugerida pelo agora candidato e referendada pela Corte Constitucional definitivamente nao é a mais adequada. A retroatividade nao pode ser utilizada para casos eleitorais, e evidencia uma tentativa de afronta à democracia.
Espero que prevaleça um processo limpo e dentro da legalidade. O povo senegalês merece.
Esta semana aconteceram as eleiçoes no Senegal, país que foi classificado recentemente por ser um dos mais democráticos de África. É um país consideravelmente estável no continente, e isso contrasta com as eleçoes de 2012, ainda em andamento
Ainda que o atual presidente Abdoulaye Wade (exatos 85 anos) tenha declarado que nao se apresentaria às eleiçoes de este ano, sua posiçao nao se manteve. Acabou por buscar a autorizaçao da Corte Constitucional para apresentar-se, sob o pretexto de que o primeiro mandato havia sido antes da promulgaçao da Constituiçao vigente (em 2001). Além disso, nao faltaram argumentos de caráter popular, como a suposta "sede por uma continuidade democrática" por parte do povo. Esta interpretaçao prevaleceu ante a Corte, despertando protestos violentos pelo país.
Senegal conta com sufrágio universal, e nao tem histórico de golpes de Estado. Mas o clima agora nao sugere um consenso, e acaba por gerar um conflito entre a eterna tentaçao de permanência no poder, frente a um aumento significativo de conscientizaçao do povo sobre a questao. Está claro que Wade tinha uma forte confiança na sua eleiçao já no primeiro turno, ainda mais acompanhando as pesquisas, que demonstravam o seu favoritismo, juntamente com a desarticulaçao da oposiçao, nitidamente dividida.
Wade confiou muito nas benfeitorias que fez pelo país, mas para parte da populaçao a vida se tornou mais difícil na última década. Este fato somado com a opressao sofrida pelos protestantes, e a dura postura do presidente em manter a sua candidatura causou um efeito colateral nao esperado: as pesquisas feitas no dia de hoje apontam um inevitável segundo turno, e por mais que a equipe de Wade negue, muitos observadores internacionais dao este resultado por concretizado.
Senegal tem orgulho de ostentar a bandeira da democracia em África, e também de nao ter sérios conflitos entre sua maioria musulmana e outras religioes. Este orgulho está ressaltado nessas eleçoes com a forte presença da populaçao nas urnas e o clima tranquilo que transcorre a votaçao, se comparado à última semana. Inclusive a propria oposiçao já planeja uma coalisao para "frear" a Wade.
Obviamente que este resultado ainda pode ser mudado rapidamente. Entretanto, me chama a atençao esta postura dos eleitores senegaleses. O art. 27 é bastante claro ao estabelecer uma única renovaçao do mandato presidencial, e a interpretaçao sugerida pelo agora candidato e referendada pela Corte Constitucional definitivamente nao é a mais adequada. A retroatividade nao pode ser utilizada para casos eleitorais, e evidencia uma tentativa de afronta à democracia.
Espero que prevaleça um processo limpo e dentro da legalidade. O povo senegalês merece.
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